domingo, 21 de agosto de 2011

U2 - Kite

"Something
Is about to give
I can feel it coming
I think I know what it is

I'm not afraid to die
I'm not afraid to live
And when I'm flat on my back
I hope to feel like I did

And hardness
It sets in
You need some protection
The thinner the skin

I want you to know
That you don't need me anymore
I want you to know
You don't need anyone
Or anything at all

Who's to say where the wind will take you
Who's to say what it is will break you
I don't know
Which way the wind will blow

Who's to know when the time has come around
Don't want to see you cry
I know that this is not goodbye

It's somewhere I can taste the salty sea
There's a kite blowing out of control on the breeze
I wonder what's gonna happen to you
You wonder what has happened to me

I'm a man
I'm not a child
A man who sees
The shadow behind your eyes

Who's to say where the wind will take you
Who's to say what it is will break you
I don't know
Where the wind will blow

Who's to know when the time has come around
I don't want to see you cry
I know that this is not goodbye

Did I waste it
Not so much I couldn't taste it
Life should be fragrant
Rooftop to the basement

The last of the rocks stars
When hip-hop drove the big cars
In the time when new media
Was the big idea
What was the big idea. "



Desta vez fiz um post um pouco diferente do usual e, já agora, quero dizer porque o fiz. Esta música, Kite, retrata, tal como diz o Bono (vocalista dos U2), na necessidade de deixarmos partir alguém de quem gostamos muito, porque é assim mesmo, a vida é feita de tanta imprevisibilidade que por vezes, algo ou alguém de quem gostamos muito, é forçado a partir para lugares distantes... E tudo, depois disso, fica a encargo do vento que leva, esse alguém, à direcção mais certa.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tu e eu

Passeavas nos limites da cidade
Caminhavas sozinha, pensativa talvez,
Passeavas com o sorriso nos lábios, e mostravas a ingenuidade
Quando contemplava a tua sensatez.

Observavas a natureza, no seu jeito de ser
Admirando o mundo que te encobria
Foste em pensamentos te perder
Exactamente no momento em que eu te via.

O que me interessava era observar-te
Observar a tua boca e a graciosidade de cada um dos teus movimentos,
Observar como havia de amar-te,
Tentando adivinhar o que te ia no espírito e nesses pensamentos.

Sentia-me, deste modo, como um anjo da guarda
Na ilusão de que se algum perigo te assaltasse
Eu iria estar na vanguarda
Para te tirar o medo de algo que te perturbasse.

Mas um dia estranhei a tua tristeza
Corri ao teu encontro mas não te encontrei
Esqueci-me de te proteger, na minha fraqueza
Percebendo, então, que falhei.

Nunca mais te consegui encontrar
Nunca mais regressaste para observar a natureza
Procurei, procuro e continuo a procurar
E agora sobrevoo a cidade, perdido, à procura da tua beleza.

sábado, 25 de junho de 2011

Miss you, my best friend

In this difficult time
Loneliness is all I fear
I can’t know how to be right
Without you, in this empty life.

I understood your way
And I don’t blame you
But I miss you every single day
Since my heart was left without you.

And after I climb the highest mountains
After I scale the most dangerous walls
I realize that all I want is your friendship.

I was burning in silence
Needing your hug
It is an emotion not a science
That make your goodbye so tough

Now I can’t slow down my fall,
You’re not here,
To make me
Smile once more.

I need you
And I have no shame to say,
That someday,
I dream to be a friend of you.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Janela

À janela vejo a vida a passar
Sinto a brisa nocturna
Numa vida que está a mudar
Que encobre o céu em penumbra.

À janela vejo o amor das pessoas
Vejo o frio nos seus corações
Algumas mais frias e menos boas
Outras, com demasiadas emoções.

À janela vejo cães abandonados
Contemplo a sua tristeza
Aqueles que queriam ser adoptados
E que para comer têm a pobreza.

À janela vejo o calor que esfria,
O mundo em que vivemos,
Vejo famílias vazias
Com abusos que muitos de nós sofremos.

À janela vejo sonhos e utopias
Impossíveis de realizar
Onde palavras e magias são apenas teorias
Num mundo que não está destinado a amar.

Á janela nem a lua vejo
Será que se escondeu?
Característica que eu invejo
Aquele que à janela se perdeu.

domingo, 5 de junho de 2011

Como um rio

Fui até há pouco tempo, como um rio
Que percorria o seu leito até ao mar
E durante este percurso senti-me vazio
Vivi momentos de dor e com medo de amar.

Naveguei na poluição da vida
Como um barco perdido
E, sempre em demasia,
Os meus sentimentos foram feridos.

Andei à deriva do desconhecido
Por terras que chamava casa
Terras de inimigos
Terras de enganos e tristeza
Para onde o vento me forçava mas onde não havia beleza.

E por isso esperei
Segui as estrelas debaixo do céu que naveguei.

Lá no fundo, eu sabia que iria encontrar o paraíso
Onde uma nova vida me esperava
O céu, com tudo o que preciso
E onde alguém me amava.

Aqui parto a caminho
Com um bom vento
Deito-me neste leito sozinho
E, feliz, sonho com esse momento.

domingo, 1 de maio de 2011

Alguém...

Falaste-me na existência de alguém melhor
E, depois de tantos poemas,
De viver tantos dilemas
Finalmente te encontrei
Perfeita e sublime tal como te sonhei.

E agora, mesmo que o sofrimento não acabe
Por mais que afaste a dor
Sei que contigo e com o teu amor
Ultrapassarei a dor de um amor que parecia verdade.

Tenho pensado em ti, noite e dia
Quero olhar os teus olhos, abraçar-te
Quando ardes em mim um fogo que já não havia
E tão puramente, como o ar, tenciono amar-te.

Revejo em ti um amor possível
Provavelmente por seres quem és
Naquela ilha de sonho impossível
Rendo-me agora a teus pés.

E de joelhos caio
No pôr-do-sol que evoca a força do mar
Quando o meu coração é trespassado por um raio
Sinto que é a ti que devo amar.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Infelicidade mentirosa

Acordei um dia de um sonho que parecia nosso
Os teus lindos cabelos voavam
Á deriva de ventos formosos
Deitavas a perder as lágrimas que os teus olhos choravam

Lutava então, fortemente
Para te puder alcançar
E tão desesperadamente
Gritava quando em teus braços me queria agarrar

E dor é aquela que sinto
Quando louco estou
E infeliz te minto
Dizendo que tudo o meu coração perdoou

Elevo-me na imensidade da tua alma
E palavras encontro no teu sorriso
Naquele dia de infidelidade calma
Tento, quase em vão, ser teu amigo.