Vagueio pelas ruas da cidade
Vagueio, e observo a lua
Foi nela que encontrei a verdade
Numa alma despida e nua.
Aqui estou, entre a estrada e o céu,
Amado pelo teu beijo perfeito,
Gentilmente percorro o calor no teu véu
E com simples palavras acabamos com o imperfeito.
Tantos foram os passos que segui
Nestas ruas da cidade
Contudo nunca me apercebi
Que caminhava ao destino da tua realidade
Adorei e abracei esta ternura
Tão suave, tão confortável como o teu coração
Que me envolveu na escaldante fervura
Do poder desta emoção.
Nesta noite prometi
Diante do teu mundo,
Amar-te tal como nunca vi
De hoje em diante e em cada segundo.
E já não vagueio por estas ruas
Agora sonho acordado
Porque nenhuma palavra é nua
Desde que te tenho a meu lado.
domingo, 4 de setembro de 2011
Paixão que ama
As folhas caem à medida que tu partes
E aquele sol de felicidade adormece,
Quando tens de ir e eu não quero que te afastes
Assim lá a minha alma enlouquece.
Penso em tudo o que trocamos neste dia
Todo o carinho, todo o amor, toda a magia
Penso no que hei-de esperar de ti
E chego à conclusão que espero mais do que vi.
Foi a saudade que nos juntou
Na distância que nos separava
Foi a paixão que nos amou
Quando a minha boca, à tua, ficava agarrada.
Sentados no banco da vida
No sentimento perdido do ódio
Onde as mãos percorrem o que é óbvio
E o que não se pode perder.
Amar-te é como contemplar o mar
É ir mais além do que o céu
Naqueles momentos que te abraçar
Percorrer o teu corpo no nobre véu.
E aqui te quero e admito
Longe de ti não vivo
E não desminto
Mas só contigo, eu, sobrevivo.
E aquele sol de felicidade adormece,
Quando tens de ir e eu não quero que te afastes
Assim lá a minha alma enlouquece.
Penso em tudo o que trocamos neste dia
Todo o carinho, todo o amor, toda a magia
Penso no que hei-de esperar de ti
E chego à conclusão que espero mais do que vi.
Foi a saudade que nos juntou
Na distância que nos separava
Foi a paixão que nos amou
Quando a minha boca, à tua, ficava agarrada.
Sentados no banco da vida
No sentimento perdido do ódio
Onde as mãos percorrem o que é óbvio
E o que não se pode perder.
Amar-te é como contemplar o mar
É ir mais além do que o céu
Naqueles momentos que te abraçar
Percorrer o teu corpo no nobre véu.
E aqui te quero e admito
Longe de ti não vivo
E não desminto
Mas só contigo, eu, sobrevivo.
domingo, 21 de agosto de 2011
U2 - Kite
"Something
Is about to give
I can feel it coming
I think I know what it is
I'm not afraid to die
I'm not afraid to live
And when I'm flat on my back
I hope to feel like I did
And hardness
It sets in
You need some protection
The thinner the skin
I want you to know
That you don't need me anymore
I want you to know
You don't need anyone
Or anything at all
Who's to say where the wind will take you
Who's to say what it is will break you
I don't know
Which way the wind will blow
Who's to know when the time has come around
Don't want to see you cry
I know that this is not goodbye
It's somewhere I can taste the salty sea
There's a kite blowing out of control on the breeze
I wonder what's gonna happen to you
You wonder what has happened to me
I'm a man
I'm not a child
A man who sees
The shadow behind your eyes
Who's to say where the wind will take you
Who's to say what it is will break you
I don't know
Where the wind will blow
Who's to know when the time has come around
I don't want to see you cry
I know that this is not goodbye
Did I waste it
Not so much I couldn't taste it
Life should be fragrant
Rooftop to the basement
The last of the rocks stars
When hip-hop drove the big cars
In the time when new media
Was the big idea
What was the big idea. "
Desta vez fiz um post um pouco diferente do usual e, já agora, quero dizer porque o fiz. Esta música, Kite, retrata, tal como diz o Bono (vocalista dos U2), na necessidade de deixarmos partir alguém de quem gostamos muito, porque é assim mesmo, a vida é feita de tanta imprevisibilidade que por vezes, algo ou alguém de quem gostamos muito, é forçado a partir para lugares distantes... E tudo, depois disso, fica a encargo do vento que leva, esse alguém, à direcção mais certa.
Is about to give
I can feel it coming
I think I know what it is
I'm not afraid to die
I'm not afraid to live
And when I'm flat on my back
I hope to feel like I did
And hardness
It sets in
You need some protection
The thinner the skin
I want you to know
That you don't need me anymore
I want you to know
You don't need anyone
Or anything at all
Who's to say where the wind will take you
Who's to say what it is will break you
I don't know
Which way the wind will blow
Who's to know when the time has come around
Don't want to see you cry
I know that this is not goodbye
It's somewhere I can taste the salty sea
There's a kite blowing out of control on the breeze
I wonder what's gonna happen to you
You wonder what has happened to me
I'm a man
I'm not a child
A man who sees
The shadow behind your eyes
Who's to say where the wind will take you
Who's to say what it is will break you
I don't know
Where the wind will blow
Who's to know when the time has come around
I don't want to see you cry
I know that this is not goodbye
Did I waste it
Not so much I couldn't taste it
Life should be fragrant
Rooftop to the basement
The last of the rocks stars
When hip-hop drove the big cars
In the time when new media
Was the big idea
What was the big idea. "
Desta vez fiz um post um pouco diferente do usual e, já agora, quero dizer porque o fiz. Esta música, Kite, retrata, tal como diz o Bono (vocalista dos U2), na necessidade de deixarmos partir alguém de quem gostamos muito, porque é assim mesmo, a vida é feita de tanta imprevisibilidade que por vezes, algo ou alguém de quem gostamos muito, é forçado a partir para lugares distantes... E tudo, depois disso, fica a encargo do vento que leva, esse alguém, à direcção mais certa.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Tu e eu
Passeavas nos limites da cidade
Caminhavas sozinha, pensativa talvez,
Passeavas com o sorriso nos lábios, e mostravas a ingenuidade
Quando contemplava a tua sensatez.
Observavas a natureza, no seu jeito de ser
Admirando o mundo que te encobria
Foste em pensamentos te perder
Exactamente no momento em que eu te via.
O que me interessava era observar-te
Observar a tua boca e a graciosidade de cada um dos teus movimentos,
Observar como havia de amar-te,
Tentando adivinhar o que te ia no espírito e nesses pensamentos.
Sentia-me, deste modo, como um anjo da guarda
Na ilusão de que se algum perigo te assaltasse
Eu iria estar na vanguarda
Para te tirar o medo de algo que te perturbasse.
Mas um dia estranhei a tua tristeza
Corri ao teu encontro mas não te encontrei
Esqueci-me de te proteger, na minha fraqueza
Percebendo, então, que falhei.
Nunca mais te consegui encontrar
Nunca mais regressaste para observar a natureza
Procurei, procuro e continuo a procurar
E agora sobrevoo a cidade, perdido, à procura da tua beleza.
Caminhavas sozinha, pensativa talvez,
Passeavas com o sorriso nos lábios, e mostravas a ingenuidade
Quando contemplava a tua sensatez.
Observavas a natureza, no seu jeito de ser
Admirando o mundo que te encobria
Foste em pensamentos te perder
Exactamente no momento em que eu te via.
O que me interessava era observar-te
Observar a tua boca e a graciosidade de cada um dos teus movimentos,
Observar como havia de amar-te,
Tentando adivinhar o que te ia no espírito e nesses pensamentos.
Sentia-me, deste modo, como um anjo da guarda
Na ilusão de que se algum perigo te assaltasse
Eu iria estar na vanguarda
Para te tirar o medo de algo que te perturbasse.
Mas um dia estranhei a tua tristeza
Corri ao teu encontro mas não te encontrei
Esqueci-me de te proteger, na minha fraqueza
Percebendo, então, que falhei.
Nunca mais te consegui encontrar
Nunca mais regressaste para observar a natureza
Procurei, procuro e continuo a procurar
E agora sobrevoo a cidade, perdido, à procura da tua beleza.
sábado, 25 de junho de 2011
Miss you, my best friend
In this difficult time
Loneliness is all I fear
I can’t know how to be right
Without you, in this empty life.
I understood your way
And I don’t blame you
But I miss you every single day
Since my heart was left without you.
And after I climb the highest mountains
After I scale the most dangerous walls
I realize that all I want is your friendship.
I was burning in silence
Needing your hug
It is an emotion not a science
That make your goodbye so tough
Now I can’t slow down my fall,
You’re not here,
To make me
Smile once more.
I need you
And I have no shame to say,
That someday,
I dream to be a friend of you.
Loneliness is all I fear
I can’t know how to be right
Without you, in this empty life.
I understood your way
And I don’t blame you
But I miss you every single day
Since my heart was left without you.
And after I climb the highest mountains
After I scale the most dangerous walls
I realize that all I want is your friendship.
I was burning in silence
Needing your hug
It is an emotion not a science
That make your goodbye so tough
Now I can’t slow down my fall,
You’re not here,
To make me
Smile once more.
I need you
And I have no shame to say,
That someday,
I dream to be a friend of you.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Janela
À janela vejo a vida a passar
Sinto a brisa nocturna
Numa vida que está a mudar
Que encobre o céu em penumbra.
À janela vejo o amor das pessoas
Vejo o frio nos seus corações
Algumas mais frias e menos boas
Outras, com demasiadas emoções.
À janela vejo cães abandonados
Contemplo a sua tristeza
Aqueles que queriam ser adoptados
E que para comer têm a pobreza.
À janela vejo o calor que esfria,
O mundo em que vivemos,
Vejo famílias vazias
Com abusos que muitos de nós sofremos.
À janela vejo sonhos e utopias
Impossíveis de realizar
Onde palavras e magias são apenas teorias
Num mundo que não está destinado a amar.
Á janela nem a lua vejo
Será que se escondeu?
Característica que eu invejo
Aquele que à janela se perdeu.
Sinto a brisa nocturna
Numa vida que está a mudar
Que encobre o céu em penumbra.
À janela vejo o amor das pessoas
Vejo o frio nos seus corações
Algumas mais frias e menos boas
Outras, com demasiadas emoções.
À janela vejo cães abandonados
Contemplo a sua tristeza
Aqueles que queriam ser adoptados
E que para comer têm a pobreza.
À janela vejo o calor que esfria,
O mundo em que vivemos,
Vejo famílias vazias
Com abusos que muitos de nós sofremos.
À janela vejo sonhos e utopias
Impossíveis de realizar
Onde palavras e magias são apenas teorias
Num mundo que não está destinado a amar.
Á janela nem a lua vejo
Será que se escondeu?
Característica que eu invejo
Aquele que à janela se perdeu.
domingo, 5 de junho de 2011
Como um rio
Fui até há pouco tempo, como um rio
Que percorria o seu leito até ao mar
E durante este percurso senti-me vazio
Vivi momentos de dor e com medo de amar.
Naveguei na poluição da vida
Como um barco perdido
E, sempre em demasia,
Os meus sentimentos foram feridos.
Andei à deriva do desconhecido
Por terras que chamava casa
Terras de inimigos
Terras de enganos e tristeza
Para onde o vento me forçava mas onde não havia beleza.
E por isso esperei
Segui as estrelas debaixo do céu que naveguei.
Lá no fundo, eu sabia que iria encontrar o paraíso
Onde uma nova vida me esperava
O céu, com tudo o que preciso
E onde alguém me amava.
Aqui parto a caminho
Com um bom vento
Deito-me neste leito sozinho
E, feliz, sonho com esse momento.
Que percorria o seu leito até ao mar
E durante este percurso senti-me vazio
Vivi momentos de dor e com medo de amar.
Naveguei na poluição da vida
Como um barco perdido
E, sempre em demasia,
Os meus sentimentos foram feridos.
Andei à deriva do desconhecido
Por terras que chamava casa
Terras de inimigos
Terras de enganos e tristeza
Para onde o vento me forçava mas onde não havia beleza.
E por isso esperei
Segui as estrelas debaixo do céu que naveguei.
Lá no fundo, eu sabia que iria encontrar o paraíso
Onde uma nova vida me esperava
O céu, com tudo o que preciso
E onde alguém me amava.
Aqui parto a caminho
Com um bom vento
Deito-me neste leito sozinho
E, feliz, sonho com esse momento.
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