domingo, 14 de novembro de 2010

A água que já não corre

E a vida perdeu a cor,
Glamour e fervor
No meu corpo não há calor
Nem loucura ou Amor.

A tua água já não corre
O teu rio parou,
Como uma flor que se pisa e morre
Num deserto que Deus abandonou.

E a loucura dos homens desvanece
Perante a minha que tanto cresce.

E o silêncio da madrugada
Faz-me lembrar que sozinho estou, nesta estrada,
Onde procuro a água,
Que tanto faz a minha vida iluminada.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Silêncio

Silêncio moribundo
Duro e profundo
Dor penetrante
Com dias irritantes.

Silêncio vazio
Monótono e frio
Olhar moribundo
Por parte deste mundo.

Silêncio negro
Que é meu segredo
Sem luz,
Não sei quem me conduz.

Silêncio cru,
Vazio e nu,
Tu, silêncio, que nasces e não morres
Tu que não me matas e não me encobres.

Silêncio ocupante
De palavras penetrantes.
Silêncio doloroso
Que não voa, com este tempo ventoso.

A mentira de sonhar

Neste sonho esperava o teu regresso
E feliz te via chegar
Nada ali era em excesso
E alegre te via voltar.

Sonhava com amor e carinho
E nada do que fazia, fazia sozinho
Onde vivia era feliz
Perfeito e como sempre quis.

E aqui abraçava-te e acarinhava-te
Agarrava-te e amava-te
Neste jogo de palavras
Com nossas almas agarradas.

E de repente, acordado sem nada que fazer
Sonhei que contigo ia ter
Depressa desperto para a realidade
E descubro que nada daquilo era verdade.

sábado, 6 de novembro de 2010

Sonho

Deitamo-nos e sonhamos
Entramos num mundo onde voamos
Queremos
E temos,
Neste sonho onde sonhamos.

De alegria ou de tristeza
Vivemos sonhando
Temos medo,
Neste sonho onde sonhamos.

Nem verdade nem mentira
Deste mundo ninguém nos tira
Apenas sonhamos,
Neste sonho onde sonhamos.

Pouco, o tempo
Acordamos para a vida crua
Mas no sonho, magia,
Cheio de fantasia,
Neste sonho onde sonhamos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Luz sombria

Vagueio vazio pelas ruas
Caminhando pela luz sombria
De um candeeiro e de uma profecia
Vazia, como estas árvores nuas.

Olho para trás, a procurar
O teu olhar ao luar
Mas a escuridão apodera-se
Daquilo que sempre me espera.

E na morte não há dignidade
Nem, quanto sei, a resposta para verdade
E este veneno que me corrompe
Impede-me de sonhar.

E tudo o que deixo neste mundo
Varia entre a verdade e a mentira,
Através deste ódio imundo,
Algo que nem o diabo suportaria.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Aliança de paz

Aqui sentado
Desperdiço o meu tempo
Pensando em tudo o que podia fazer
E as memórias correm-me as veias
Sinto-as a chegar
Tal como a solidão que sinto
Por mais que tente
Existe sempre uma razão para não me sentir totalmente bem
E caminho em demanda
À procura da paz
A paz que tanto me falta sentir
Aquela paz que é a aliança para nos unir.

domingo, 29 de agosto de 2010

Ver-te partir

Ver-te partir
Causa as piores dores
Lembro-me de ti a sorrir
Quero agarrar-te e não te deixar ir.

Depressa te vais
Perco em vista o horizonte
E o passeio como outros dias iguais.

Ter-te distante
E sentir-te tão perto
Que sentimento electrizante
Pior que dor, pior que rancor decerto.

Procuro forma de voltares para mim
Procuro formar de voltar a sorrir
Procuro uma forma de não te esqueceres de mim
Mas não há forma de viver sem ti.