As palavras dispersam na tua mente
Através da voz que nunca tiveram
Percorrem o teu cérebro demente
Nas profecias que deuses fizeram
São apenas pensamentos que desejas acolher,
No meu e no teu mundo,
Que tanto anseias esconder
Atrás de um eco de silêncio profundo.
Gritas a voz, muda, na tua garganta
Rouca e vazia e, lá, perdes a esperança
Que certamente nunca tiveste
Amaldiçoada como sempre quiseste.
E no sombrio sol que te rodeia
Percorres medos, nunca esquecidos
Nessa tua miserável vida de plebeia
Deitaste no chão de sonhos perdidos
Onde o ódio te assombra a alma
Decides fazer-te à vida
Em movimentos de tamanha calma,
Enquanto vendes o corpo numa causa perdida.
Obscura te tornaste
Minha luz da madrugada
Foste ao fundo e mim levaste
À tua porta, tão drogada
E perfeita é a tua escuridão
Penetrante! Maliciosa!
Possuíste-me no turbilhão
No leito de uma morte honrosa
E a luz evaporaste em mim
Na minha inconsciência
Víbora!
E ecoas no meu silêncio
No fundo
No fundo...
sábado, 8 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Desespero da tua lembrança
Em tempos caminhámos lado a lado
Caminhámos e corremos juntos
Num infinito mundo de lembranças
Onde rosas eram esperanças
E tudo o que recebi em ter-te
Foi a beleza,
Foi a magia,
Que um dia me levaria a perder-te
Sou um todo vazio,
Do teu ser
Do mundo que te quero dar
Da mágoa que anseio em secar,
Que pelo teu rosto corre
Onde já mesmo o nosso sonho morre.
É duro o sofrimento ao ver que a minha vida te mudou
Onde ainda sou a raiva e a incerteza, e tu a minha esperança
Onde estive eu quando de mim precisaste?
Já não sei! Guardo apenas a lembrança
E quanto mais o tempo corre,
Mais distante fico de ti
E, lentamente, a flor morre
À mão daquela estrela, onde te vi.
E desespero na tua lembrança
No meu eterno descanso
Onde nas veias corre a tua demora
De cada dia, em cada hora.
Caminhámos e corremos juntos
Num infinito mundo de lembranças
Onde rosas eram esperanças
E tudo o que recebi em ter-te
Foi a beleza,
Foi a magia,
Que um dia me levaria a perder-te
Sou um todo vazio,
Do teu ser
Do mundo que te quero dar
Da mágoa que anseio em secar,
Que pelo teu rosto corre
Onde já mesmo o nosso sonho morre.
É duro o sofrimento ao ver que a minha vida te mudou
Onde ainda sou a raiva e a incerteza, e tu a minha esperança
Onde estive eu quando de mim precisaste?
Já não sei! Guardo apenas a lembrança
E quanto mais o tempo corre,
Mais distante fico de ti
E, lentamente, a flor morre
À mão daquela estrela, onde te vi.
E desespero na tua lembrança
No meu eterno descanso
Onde nas veias corre a tua demora
De cada dia, em cada hora.
Secreta saudade
Desde que partiste tão repentinamente
O céu estrelado ficou incompleto
E a amizade que guardava tão secretamente
Trocou o certo pelo incerto.
O que havia desapareceu
Neste coração que precisa de ti
Em todos os momentos que este mundo ardeu
Nunca pensei ter que viver sem ti
E queria agarrar-te antes que fosse tarde demais
Queria dizer que esta é a única promessa que espero cumprir
Mas esta é a impossibilidade que me deparo
Não há certeza de puder voltar a ver-te
Não há certeza de errado ou reparo
De um dia voltar a ter-te
E nos sonhos persegues-me com a tua imagem
Com os teus cuidados, esperanças e ambições
Tratando-se quase como uma viagem
Ao meu infiel mundo das emoções
Ver-te partir é insuportável
Não o queria de maneira alguma
Deixar-te ir ao sabor daquele vento memorável
Onde a nossa amizade era apenas uma.
Este é o meu arrependimento
De tamanha sinceridade
Na enorme saudade
De te puder abraçar num último momento.
(Título atribuído por Bárbara Silva)
O céu estrelado ficou incompleto
E a amizade que guardava tão secretamente
Trocou o certo pelo incerto.
O que havia desapareceu
Neste coração que precisa de ti
Em todos os momentos que este mundo ardeu
Nunca pensei ter que viver sem ti
E queria agarrar-te antes que fosse tarde demais
Queria dizer que esta é a única promessa que espero cumprir
Mas esta é a impossibilidade que me deparo
Não há certeza de puder voltar a ver-te
Não há certeza de errado ou reparo
De um dia voltar a ter-te
E nos sonhos persegues-me com a tua imagem
Com os teus cuidados, esperanças e ambições
Tratando-se quase como uma viagem
Ao meu infiel mundo das emoções
Ver-te partir é insuportável
Não o queria de maneira alguma
Deixar-te ir ao sabor daquele vento memorável
Onde a nossa amizade era apenas uma.
Este é o meu arrependimento
De tamanha sinceridade
Na enorme saudade
De te puder abraçar num último momento.
(Título atribuído por Bárbara Silva)
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Minha doce fantasia
Aqui eu estou
Sentado no além
Aqui eu vou
Navegar-te nos mares de outrem.
No mundo da fantasia
Mergulho no teu corpo
Sorriso e alegria
Manifestam-se no meu rosto.
Leva-me no corcel
Da tua montada
Fazendo em mim tua estrada
Minha doce obra amada.
Epopeia os meus versos
De palavras sentidas
Torna grande os incertos
E deixa as causas perdidas.
As águas em ti dividiste
Nas sombras da escuridão
Percorrendo a lágrima
Vazia, nas cheias do teu coração
E verdes foram os prados
Nos quais correste
E azul foi o céu
Onde voaste
E branca a pomba
Que no mundo lançaste
E nesta janela contemplo o mundo
Vejo e revejo cada pétala de chuva
Como se o mundo fosse um segundo
Nestes teus lábios de amor profundo.
Sentado no além
Aqui eu vou
Navegar-te nos mares de outrem.
No mundo da fantasia
Mergulho no teu corpo
Sorriso e alegria
Manifestam-se no meu rosto.
Leva-me no corcel
Da tua montada
Fazendo em mim tua estrada
Minha doce obra amada.
Epopeia os meus versos
De palavras sentidas
Torna grande os incertos
E deixa as causas perdidas.
As águas em ti dividiste
Nas sombras da escuridão
Percorrendo a lágrima
Vazia, nas cheias do teu coração
E verdes foram os prados
Nos quais correste
E azul foi o céu
Onde voaste
E branca a pomba
Que no mundo lançaste
E nesta janela contemplo o mundo
Vejo e revejo cada pétala de chuva
Como se o mundo fosse um segundo
Nestes teus lábios de amor profundo.
domingo, 18 de setembro de 2011
Anjo caído
Caís aos braços da minha mão
Assim que desenho a respiração na noite
Preenchendo o oculto espaço do coração
Nas ligeiras lágrimas de dura emoção
No meu ser enfraquecido
Tomo o teu corpo e alma
Dos poderes outrora temidos
Da subtileza do meu anjo caído.
Como um ladrão na noite
O vento que soprava tão levemente
Fez-te cair ao pecado
No teu corpo, inocentemente
E nas chamas que queimavam o paraíso
Reluzente com as flechas douradas
Fizeram-te anjo indeciso
Onde as asas foram cortadas
E nua caís neste mundo
Nas profundezas do meu ser
Desejando apenas viver
Neste teu pesadelo profundo.
Ó meu Anjo caído!
Assim que desenho a respiração na noite
Preenchendo o oculto espaço do coração
Nas ligeiras lágrimas de dura emoção
No meu ser enfraquecido
Tomo o teu corpo e alma
Dos poderes outrora temidos
Da subtileza do meu anjo caído.
Como um ladrão na noite
O vento que soprava tão levemente
Fez-te cair ao pecado
No teu corpo, inocentemente
E nas chamas que queimavam o paraíso
Reluzente com as flechas douradas
Fizeram-te anjo indeciso
Onde as asas foram cortadas
E nua caís neste mundo
Nas profundezas do meu ser
Desejando apenas viver
Neste teu pesadelo profundo.
Ó meu Anjo caído!
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Praia sem fim
A teu lado caminho,
Na praia sem fim,
E às estrelas me alinho
Abraçado a ti.
Aqui a areia floresce com o mar
Durante toda a nossa paixão
Neste local sagrado para amar
Dou-te o meu coração.
Corremos juntos à beira-mar
De mão entrelaçada
Sugestões de o meu corpo para te dar
A minha alma à tua atada.
Deitados no areal acolhedor
O mar percorre-nos o corpo
Junto num acto de amor
Paralisamos lembranças como a dor.
Mas o tempo é curto na praia sem fim
É hora de voltar
Contudo, prometo diante de ti
Que brevemente vamos regressar.
Na praia sem fim,
E às estrelas me alinho
Abraçado a ti.
Aqui a areia floresce com o mar
Durante toda a nossa paixão
Neste local sagrado para amar
Dou-te o meu coração.
Corremos juntos à beira-mar
De mão entrelaçada
Sugestões de o meu corpo para te dar
A minha alma à tua atada.
Deitados no areal acolhedor
O mar percorre-nos o corpo
Junto num acto de amor
Paralisamos lembranças como a dor.
Mas o tempo é curto na praia sem fim
É hora de voltar
Contudo, prometo diante de ti
Que brevemente vamos regressar.
domingo, 4 de setembro de 2011
As ruas desta cidade
Vagueio pelas ruas da cidade
Vagueio, e observo a lua
Foi nela que encontrei a verdade
Numa alma despida e nua.
Aqui estou, entre a estrada e o céu,
Amado pelo teu beijo perfeito,
Gentilmente percorro o calor no teu véu
E com simples palavras acabamos com o imperfeito.
Tantos foram os passos que segui
Nestas ruas da cidade
Contudo nunca me apercebi
Que caminhava ao destino da tua realidade
Adorei e abracei esta ternura
Tão suave, tão confortável como o teu coração
Que me envolveu na escaldante fervura
Do poder desta emoção.
Nesta noite prometi
Diante do teu mundo,
Amar-te tal como nunca vi
De hoje em diante e em cada segundo.
E já não vagueio por estas ruas
Agora sonho acordado
Porque nenhuma palavra é nua
Desde que te tenho a meu lado.
Vagueio, e observo a lua
Foi nela que encontrei a verdade
Numa alma despida e nua.
Aqui estou, entre a estrada e o céu,
Amado pelo teu beijo perfeito,
Gentilmente percorro o calor no teu véu
E com simples palavras acabamos com o imperfeito.
Tantos foram os passos que segui
Nestas ruas da cidade
Contudo nunca me apercebi
Que caminhava ao destino da tua realidade
Adorei e abracei esta ternura
Tão suave, tão confortável como o teu coração
Que me envolveu na escaldante fervura
Do poder desta emoção.
Nesta noite prometi
Diante do teu mundo,
Amar-te tal como nunca vi
De hoje em diante e em cada segundo.
E já não vagueio por estas ruas
Agora sonho acordado
Porque nenhuma palavra é nua
Desde que te tenho a meu lado.
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